Árvore Paterna

                   Estudo realizado da árvore genealógica paterna

Avô Paterno: FORTUNATO MARTINS DE OLIVEIRA
Avó Paterna: ROSA MARTINS DE OLIVEIRA

A história de vovó Rosa é quase igual a dos avós maternos. Ela veio de Fortaleza/CE já casada com Fortunato Martins de Oliveira, que era viúvo e tinha deixado seus quatro filhos, da primeira esposa, em Recife/PE, (alguém já disse que era de Juazeiro do Norte/CE) de onde era natural. Ela contava que estava com 13 anos quando casou-se com o vovô Fortunato. Ele era descendente de holandês e quando houve a expulsão destes do Brasil, ele achou por bem vir embora pra Amazônia. Antes passou por Fortaleza e conheceu o vovó, que também era filha de escravos alforriados e ainda ajudava nos serviços da casa dos seus senhores de engenho. A família de Fortunato não gostou do relacionamento e para evitar mais constrangimento para a vovó, que ainda era muito novinha, viajou para o Norte.
Aqui foram morar na Ilha do Cajuzinho, próximo ao Rio Tracuá e tiveram quatro filhos: José Maurício, Godofredo, Carlos, Nenê e Maria que nasceu com deficiência mental. Papai, José Maurício, contava que quando tinha 13 anos conheceu seus irmãos que vieram visitar o vovô. Dizia que eram músicos e que gostaram muito do papai. Tanto que chegaram a pedir ao vovô que deixasse o papai ir com eles pra Recife. Mas, o vô, que tinha o filho como seu braço direito, não deixou, temendo não ve-lo mais. No entanto, por ironia do destino, há poucos meses da viagem de seus filhos de volta a sua terra, vovô adoeceu e, como as dificuldades de tratamento eram muitas, o mesmo veio a falecer, deixando só vovó com seus quatro filhos, todos pequenos. Papai, com seus poucos anos, ajudou vovó a criar os irmãos, em todos os serviços da casa e da roça. E somente, com a idade de 34 anos, casou-se aos 23 de Agosto de 1947, com mamãe, Maria Colares de Oliveira, 29 anos. E depois, os outros filhos foram casando, Godofredo com Odília Brandão, Carlos com Joventina Carvalho, Nenê com Raimundo, só ficando a tia Maria que era doente mental.
Vovó Rosa contava que certo dia, estando eles para o roçado, um homem de má índole entrou em casa e estuprou minha tia Maria que tinha na época uns 12 anos. Desse estupro nasceu a Joana, que papai criou como filha. E só saiu de casa quando casou-se com Militão. Foi um casamentão. Muito bonito! Nesta época, papai havia mudado para a Ilha de Santana e o casamento foi no Orfanato uma casa coordenada pelos padres do PIME, Pe. Simão Corridori e Pe. Ângelo Biraghi. Foi o Pe. Angelo quem ajudou a mamãe a encontrar a casa para comprar aqui em Santana e ainda ajudou na nossa mudança, em 1962. Depois que mudamos pra Santana, vovó Rosa veio com a tia Maria morar conosco. Vovó ficava um pouco na casa de cada filho mas, a tia Maria ficou em casa até falecer.
Certo dia, aconteceu que estando na casa do tio Godofredo, logo atras de nossa casa, a vovó escorregou em uns caroços de açaí que foram jogados na frente da casa do tio e caiu quebrou o fêmur e a bacia. Não houve cirurgia para ela, devido a idade e ela ficou em nossa casa até partir para a pátria celeste. Mamãe e tia Odília cuidavam dela dia e noite. Eu tinha 13 anos quando vovó morreu. Lembro que estava voltando da aula da escola quando uma menina veio me encontrar dizendo que minha avó tinha acabado de falecer. Fui em desabalada carreira, aos prantos pra casa. Vovó sofreu muito com aquela fratura exposta! Era tão boa, minha 


José Maurício Martins de Oliveira (meu pai) 


José Mauricio (meu pai) e Rosa Maria (minha avó)

vozinha! Gostava de cantar e me ensinava as musiquinhas. Também me ensinava as orações e pedia que as que eu aprendesse ensinasse pra ela. E assim nós ficávamos muitas noites, antes de dormir, conversando, rezando e cantando. Mamãe contou que ela morreu pronunciando os nomes de “Jesus, Maria e José”, até não se ouvir mais nada. É uma Santa, minha avó Rosa!



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