Para entender melhor a histórias de nossa família, é necessário que pesquisemos também sobre a família de nossa avó JOANA FERREIRA COLARES
"... Voltando para a história da migração nordestina, nossos bisavós maternos, RAIMUNDO FERREIRA DA COSTA e MARCIONÍLIA EMÍLIA FERREIRA DA COSTA com seus filhos: Cristiano, Joana, Maria, Didi, João, Antero e Mariinha migraram de Pau dos Ferros/ RN, para a Amazônia. era a família de vovó Joana. Dizia a tia Raimunda que vovó sempre recordava sua partida para a Amazônia. Que nosso bisa Raimundo vendeu tudo o que tinha para poder viajar e, as últimas coisas de que se desfez foram os cavalos que deixaram no porto de Natal para embarcarem no navio que fazia esse percurso do nordeste ao norte do Brasil. Naquela época, eram dias de viagem no navio. E após vários longos dias, chegaram a uma localidade chamada Recreio do Jaburú, interior do Amapá. Lá chegando, foram encaminhados para outra localidade chamada “Sossego” para que a família pudesse se acomodar. Dizia o primo Chiquinho (filho da tia Raimunda), que seu pai costumava fazer troça com vovó Joana dizendo que fizeram “Calderada de siri” para comer quando lá chegaram, pois não sabiam que não se comia aquele mini caranguejinho que vivia na praia e nas encostas dos igarapés. Os nordestinos que aqui chegavam eram apelidados de “arigó”, pois não conheciam nada da região e acreditavam em tudo o que o povo dizia para eles. Foi o que aconteceu com a família da Vovó Joana."
(Escrito do documentário da família)
JOSÉ FERREIRA DA COSTA (após muitas pesquisas e visitas in loco, acreditamos ser este, irmão do bisavô Raimundo Ferreira da Costa)
PAU DOS FERROS NA ÉPOCA EM QUE A FAMÍLIA FERREIRA DA COSTA VEIO PARA O NORTE DO BRASIL EM 1911 (VOVÓ JOANA COM 13 ANOS).
JOANA FERREIRA DA COSTA, nascida no dia 26 de Novembro de 1898 em Pau dos Ferros/RN, casou-se com FRANCISCO SIQUEIRA COLARES e passou a assinar-se JOANA FERREIRA COLARES.
Logo que casou, Joana e Francisco assumiram a mãe e os irmãos, pois o pai Raimundo Ferreira adoeceu e quis voltar para morrer nos braços dos seus no Rio Grande do Norte e não souberam mais notícias do mesmo. Cristiano casou, mas logo sua esposa faleceu na hora do parto de sua primeira filha. Ele muito entristecido, entregou a filha para sua avó materna criar e foi embora. Nunca mais ninguém soube notícias. Tio Mundoca, como era chamado o Raimundo, irmãos de vovó Joana, ficou morando com eles até morrer. Já a tia Mariinha, a mais nova, ficou com no Tracuá com eles, mas depois que morreram foi morar com sua sobrinha-neta, Luíza, filha de Antero em Santana. Faleceu com 95 anos.
vovó Joana e vovô Chiquinho



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